{"id":4604,"date":"2014-09-22T15:41:30","date_gmt":"2014-09-22T13:41:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.attitude.lu\/peur-en-amont-prise-parole-en-public-etat-mental-etat-physique\/"},"modified":"2016-12-06T13:51:50","modified_gmt":"2016-12-06T12:51:50","slug":"o-medo-a-jusante-da-palavra-em-publico-entre-estado-mental-e-estado-fisico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.attitude.lu\/pt-pt\/o-medo-a-jusante-da-palavra-em-publico-entre-estado-mental-e-estado-fisico\/","title":{"rendered":"\u00ab O medo a jusante da palavra em p\u00fablico, entre estado mental e estado f\u00edsico \u00bb"},"content":{"rendered":"<h2>Defini\u00e7\u00e3o do medo e do medo do palco<\/h2>\n<p>Medo define-se \u201d como um sentimento de ang\u00fastia sentido em presen\u00e7a ou no pensamento de um perigo real ou suposto. Apreens\u00e3o que leva a fugir ou a evitar essa situa\u00e7\u00e3o.\u201d (Dicion\u00e1rio Larousse., (2003). Resumindo, \u00e9 um estado emocional stressante e segundo o site Psychologies \u201cfrequentemente acompanhado por rea\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas: tremor, suor, dores de barriga ou de est\u00f4mago, acelera\u00e7\u00e3o do pulso.\u201d<\/p>\n<p>RICQIER M. descreve o medo de palco como \u201cum sentimento que causa sintomas precisos que v\u00e3o inibir, paralisar o orador, o que provoca os tremores, as palpita\u00e7\u00f5es, a boca seca, as m\u00e3os suadas, o n\u00f3 no est\u00f4mago ou na garganta, o esp\u00edrito confuso, os lapsos de mem\u00f3ria\u201d (p.5). O medo do palco \u00e9 para muitos, um problema extremamente doloroso e terrivelmente frustrante. No seu manual CARNEGIE Dale \u201cComo falar em p\u00fablico\u201d, escreve \u00e0 inten\u00e7\u00e3o dos estagi\u00e1rios, CARNEGIE descreve os diferentes efeitos do medo do palco, no entanto encontramos frequentemente as express\u00f5es tais como \u201cQuando sou chamado para falar, fico tao preocupado que n\u00e3o posso pensar claramente, nem me concentrar, nem me lembrar do que tinha inten\u00e7\u00e3o de dizer.\u201d (p.13):<br \/>\nCARNEGIE D. cita igualmente um homem que se dirigiu a uma confer\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o sobre a arte de comunicar. Ao avan\u00e7ar at\u00e9 \u00e0 porta da sala, parou. Ele sabia que se entrasse e se se inscrevesse no curso, ele teria, mais cedo ou mais tarde, de proferir um discurso. A sua m\u00e3o contraiu-se no punho da porta e n\u00e3o conseguiu entrar. Ele virou os calcanhares e deixou o hotel. Foi somente cinco anos depois que este homem encontrou a coragem de regressar. <\/p>\n<h3>1.1 Como funcionam o medo, o medo do palco e quais s\u00e3o as suas fontes?<\/h3>\n<p>CARNEGIE D. cita na sua obra que as estat\u00edsticas realizadas nas universidades revelam que 80% dos estudantes inscritos nos cursos de eloqu\u00eancia t\u00eam o medo do palco no in\u00edcio. Estes valores s\u00e3o ainda mais elevados nos adultos. O que faz com que a maioria tenha medo de falar em p\u00fablico e como funciona o medo? (p.32)<\/p>\n<p>Talvez nos lembremos da aula de biologia onde estudamos o c\u00e9rebro humano. Aprendemos que a apari\u00e7\u00e3o de um perigo pela vis\u00e3o de uma forma estranha ou de um som amea\u00e7ador, os nossos sentidos captam estas mensagens e enviam-nas ao t\u00e1lamo que os transmite diretamente \u00e0 am\u00edgdala ou envia-os ao c\u00f3rtex sensorial. A am\u00edgdala \u00e9 essencial \u00e0 nossa capacidade de sentir. Identifica entre os dados os que pressentem uma amea\u00e7a. Esta previne em algumas d\u00e9cimas de segundos, no caso de o acontecimento ser perigoso, o hipot\u00e1lamo que manda ao organismo colocar-se em alerta mesmo se ainda n\u00e3o temos consci\u00eancia do perigo. O nosso cora\u00e7\u00e3o come\u00e7a ent\u00e3o a bater mais r\u00e1pido e os nossos pulm\u00f5es enchem-se com mais oxig\u00e9nio.<\/p>\n<p>A am\u00edgdala permite-nos ent\u00e3o reagir quase instantaneamente \u00e0 presen\u00e7a do perigo. \u00c9 somente ap\u00f3s ter enviado estas mensagens ao c\u00f3rtex visual e auditivo que o t\u00e1lamo evolui e adquire um significado. Se esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 amea\u00e7adora, a am\u00edgdala \u00e9 avisada e produz uma rea\u00e7\u00e3o emocional apropriada.<\/p>\n<p>O nosso corpo reage portanto ao exprimir o medo do palco ligado ao medo do julgamento de outrem pela sua emotividade, no plano ps\u00edquico e no plano psicol\u00f3gico por manifesta\u00e7\u00f5es tais como tremores, choros, palpita\u00e7\u00f5es, suores e rubores. A ansiedade infundada localiza-se na garganta, na regi\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, ou no est\u00f4mago. O mais vis\u00edvel dos sintomas motores \u00e9 o tremor que afeta os bra\u00e7os, as m\u00e3os e a barriga das pernas. Em alguns casos, generaliza-se at\u00e9 ao conjunto do corpo.<\/p>\n<p>FRANKL V., psiquiatra e autor de \u201cDescobrir um sentido da vida\u201d explica na sua obra que o medo provoca o efeito que apreendemos. Acrescenta que \u00e9 a h\u00edper-inten\u00e7\u00e3o que nos impede a realiza\u00e7\u00e3o do desejo. Observou a vida nos campos de concentra\u00e7\u00e3o e constatou que os sobreviventes n\u00e3o eram os mais fortes nem os maiores mas os que tinham um projeto, nomeadamente os que eram capazes de se projetar no futuro e que tinham planos significativos para este. Esta constata\u00e7\u00e3o fez nascer uma teoria que segundo FRANKL V. pode aplicar-se noutras condi\u00e7\u00f5es. Os que t\u00eam um projeto ou d\u00e3o um sentido \u00e0 sua vida escapam \u00e0s nevroses e outros problemas psicol\u00f3gicos. RICQIER M. explica que ao n\u00edvel do nosso subconsciente guardamos informa\u00e7\u00f5es negativas, como analisado mais longe na parte 1.3 \u00abO estado pessoal sobre o duplo registro mental e f\u00edsico\u00bb do presente trabalho, que est\u00e3o bem enraizadas. (p.120) No entanto, a origem das informa\u00e7\u00f5es importa-nos pouco. O que \u00e9 realmente importante \u00e9 o que influencia as nossas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma emo\u00e7\u00e3o, por mais m\u00ednima que seja, tem a particularidade de aumentar a atividade das gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas que se encontram debaixo da nossa pele. \u00c9 o que explica o sintoma das m\u00e3os suadas derivado do medo do palco, ou a transpira\u00e7\u00e3o excessiva de certas pessoas quando est\u00e3o stressadas. Este aumento de suda\u00e7\u00e3o pode ser medido pela condutividade el\u00e9trica da pele: quanto mais h\u00famida estiver a pele, mais a corrente passa e inversamente. Pequenos aparelhos GSR podem quantificar esta situa\u00e7\u00e3o, portanto medir a import\u00e2ncia do stress. <\/p>\n<h3>1.2 A inscri\u00e7\u00e3o no contexto<\/h3>\n<p>Quem de entre n\u00f3s nunca foi confrontado a situa\u00e7\u00f5es de medo? Talvez nos lembremos da \u00faltima vez em que o nosso carro escorregou e passamos de rasp\u00e3o por outro carro ou de um filme de terror que nos assustou ou ainda de uma cirurgia que queremos adiar. Estamos provavelmente conscientes de que as fontes do medo podem variar entre uma situa\u00e7\u00e3o vivida, uma situa\u00e7\u00e3o vista e uma situa\u00e7\u00e3o antecipada. Como explica GOHIN M. psic\u00f3logo em Lyon \u201cesta capacidade de sentir medo faz parte integrante da nossa condi\u00e7\u00e3o humana.\u201d Ela acrescenta que, \u201cOs psic\u00f3logos sociais definem o medo como a rea\u00e7\u00e3o a um medo claro e presente, mas n\u00e3o conseguem chegar a um acordo no que diz respeito \u00e0s origens do medo. Para alguns, o medo e a ansiedade s\u00e3o estados inatos. Para outros, trata-se de uma aprendizagem por intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente. Para outros ainda, o medo e a ansiedade, tal como outros estados emocionais, s\u00e3o o resultado das respostas psicol\u00f3gicas a est\u00edmulos ambientais.\u201d.<\/p>\n<p>GOHIN M. explica que para ela \u201cs\u00e3o certas cren\u00e7as (ou cogni\u00e7\u00f5es) err\u00f3neas que levam \u00e0 ansiedade. Muito frequentemente os estados de ansiedade s\u00e3o baseados em cren\u00e7as que n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade, mas que, apesar das provas contr\u00e1rias acabam por se articular com outras cren\u00e7as e formar um sistema funcional\u201d.<\/p>\n<p>Se esta explica\u00e7\u00e3o cognitiva se verifica para os estados de ansiedade generalizada, tais como as fobias, revela-se igualmente pertinente nos estados de medo e de ansiedade ligados a um epis\u00f3dio de vida particular, como um exame ou a experiencia de falar em p\u00fablico. Peguemos o exemplo de um estudante que tem de apresentar a sua disserta\u00e7\u00e3o frente a um j\u00fari. Quanto mais se aproxima a data do exame, mais ele fica nervoso e deixa-se invadir pela informa\u00e7\u00e3o dada pelo meio ambiente (pais e institui\u00e7\u00e3o). Para ele, \u00e9 importante obter boas notas com vista ao sucesso escolar.<\/p>\n<p>Resumindo, \u201cas cren\u00e7as paralelas s\u00e3o constru\u00eddas a partir do meio ambiente: a press\u00e3o familiar, as experi\u00eancias passadas, o contexto escolar e o meio ambiente afetivo. Interligadas, ir\u00e3o formar um sistema cognitivo particular e individual \u201d. (GOHIN M., 2012)<br \/>\nNeste contexto, o medo que o orador sente, pode tornar-se num verdadeiro calv\u00e1rio. Talvez tenha medo do olhar para o p\u00fablico ou que o p\u00fablico intervenha num momento inoportuno e coloque uma pergunta \u00e0 qual n\u00e3o haveria resposta.<\/p>\n<p>Segundo CARNEGIE D. existe outra causa para o medo de falar em p\u00fablico. Vem simplesmente da falta de h\u00e1bito. \u00abO medo \u00e9 feito de ignor\u00e2ncia e de incerteza\u00bb declarou o professor ROBINSON (citado por CARNEGIE). O medo est\u00e1 ligado ao que pode acontecer no futuro, sabendo que a escala do tempo \u00e9 vari\u00e1vel. O futuro pode ser daqui a um minuto ou daqui a um ano. No nosso contexto, o facto de termos de nos apresentar em algumas palavras aquando um semin\u00e1rio por exemplo, pode fazer-nos sentir medo. Assim que a nossa vez se aproxima, sentimos uma tens\u00e3o aumentar e as nossas m\u00e3os ficam suadas. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o estamos habituados e reproduzimos experiencias do passado e transpomo-las para o futuro.<\/p>\n<h3>1.3 O estado pessoal sobre o duplo registo mental e f\u00edsico<\/h3>\n<p>O escritor TCHEKOV A. disse: \u201cO homem \u00e9 o que ele pensa\u201d. Qual a rela\u00e7\u00e3o entre o nosso estado mental e f\u00edsico?<\/p>\n<p>De forma a poder nomear e memorizar as experi\u00eancias do nosso corpo, teremos, como explica RUIZ C. de \u00absituar o que est\u00e1 registado e discernir o que \u00e9 f\u00edsico do mental, ent\u00e3o tomar consci\u00eancia dos dois \u00e9 indispens\u00e1vel\u00bb. RUIZ C. acrescenta: \u00abtomar consci\u00eancia da \u00abMente\u00bb, \u00e9 aperceber-se que n\u00e3o me resumo somente a este corpo\u00bb.<br \/>\nConsideramos que a nossa mente \u00e9 a central, a que comanda e dirige. De facto, est\u00e1 \u00e0 origem das nossas ideias e dos nossos pensamentos. Assim, \u00e9 importante saber que o corpo e a mente s\u00e3o regidos pelo princ\u00edpio de a\u00e7\u00e3o-rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>RUIZ C explica que como \u00abo c\u00e9rebro n\u00e3o \u00e9 isolado do corpo, esta tens\u00e3o mental vai produzir uma tens\u00e3o muscular e uma produ\u00e7\u00e3o de endorfinas e\/ou de encefalinas na nossa cabe\u00e7a. A tens\u00e3o muscular resultante, onde quer que esteja vai perturbar o equil\u00edbrio do esqueleto, que vai tender a reequilibrar-se a partir da coluna vertebral, com em baixo o plano da bacia, em cima, o plano maxilar e o plano ocular. Esta tentativa de corre\u00e7\u00e3o vai-se traduzir por outras tens\u00f5es musculares, uma altera\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o, e de outras tens\u00f5es musculares.\u00bb.<br \/>\n\u00c9 portanto essencial que os nossos pensamentos sejam positivos.<\/p>\n<p>A causa da ang\u00fastia pode influenciar o nosso f\u00edsico. \u00abFace a uma solicita\u00e7\u00e3o ou algu\u00e9m que quer assumir apesar da incerteza de conseguir, a pessoa angustia-se. Ent\u00e3o o c\u00e9rebro comanda o organismo de produzir mais adrenalina. A descarga de adrenalina traduz-se por uma acelera\u00e7\u00e3o do ritmo card\u00edaco e da respira\u00e7\u00e3o, um aumento da transpira\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 a um tremor das m\u00e3os e dos joelhos assim como uma voz tr\u00eamula\u00bb. (THE WATCHTOWER, 2001, p.135) Dito de outra forma, o corpo tenta ajudar a gerir a situa\u00e7\u00e3o ao renovar a energia. A dificuldade consiste em canalizar este influxo de energia para uma reflex\u00e3o construtiva e uma apresenta\u00e7\u00e3o entusiasta. <\/p>\n<p>Constatamos igualmente que a nossa mente tem dois valores, um superior e a outra inferior. A parte superior \u00e9 aquela que constr\u00f3i, edifica e nos motiva a lutar. Sem esta atividade n\u00e3o poder\u00edamos existir. Em contrapartida, quando a nossa mente est\u00e1 em perfeita harmonia com as nossas ideias, os nossos pensamentos, o nosso cora\u00e7\u00e3o torna-se en\u00e9rgico, at\u00e9 mesmo criativo. A parte inferior da nossa mente \u00e9 em contrapartida exatamente o oposto; ela \u00e9 destrut\u00edvel, impressa de negatividade, ela dramatiza, julga, critica e culpabiliza-nos. Talvez nos tenhamos j\u00e1 dito esta frase ap\u00f3s uma interven\u00e7\u00e3o em p\u00fablico \u201cmed\u00edocre\u201d segundo o nosso ponto de vista. \u201cEu sabia, nunca conseguirei estar \u00e0 vontade.\u201d<\/p>\n<p>Esta \u00faltima (parte inferior da nossa mente) grava todas as informa\u00e7\u00f5es que lhe chegam. \u00c9 por isso que parece essencial estar vigilante no que diz respeito \u00e0 quantidade de mensagens que lhe fazemos chegar. Se a nossa experi\u00eancia no dom\u00ednio da tomada de palavra em p\u00fablico \u00e9 negativa, podemos afirmar que teremos instintivamente medo de situa\u00e7\u00f5es futuras onde teremos novamente de falar em p\u00fablico. As rea\u00e7\u00f5es como o cora\u00e7\u00e3o que palpita e as m\u00e3os suadas voltar\u00e3o e amplificar-se-\u00e3o. Tal como explica JACCARD D. \u00abConsideramos o nosso futuro \u00e0 imagem do nosso passado.\u00bb<\/p>\n<p>Ser\u00e1 portanto esta parte da mente que iremos observar e trabalhar de modo a transform\u00e1-la em toda a humildade. Assim, falaremos sobre a atitude mental a adotar para poder falar em p\u00fablico.<\/p>\n<p>DEFFRENNES S., cita GALLWEY T., professor, especialista do t\u00e9nis e do golf, pedagogo em Harvard que realizou um trabalho sobre o estado interno do jogador e \u201co advers\u00e1rio que comporta\u201d. Foi entre os primeiros a colocar no ponto um m\u00e9todo simples e detalhado, \u00e0 volta das duas no\u00e7\u00f5es chave: a posi\u00e7\u00e3o mental e a tomada de consci\u00eancia do jogo interior. WHITMORE J. escritor do livro \u201cO guia do coaching e fundador do ramo ingl\u00eas \u00abInner game\u00bb reconhece brevemente a sua contribui\u00e7\u00e3o e cita-o por ter apontado para a ess\u00eancia do coaching.<\/p>\n<p>GALLWEY T. explica-nos que um coach consegue levar o seu aluno a levantar ou controlar os obst\u00e1culos interiores que o impedem de atingir o seu n\u00edvel \u00f3timo de desempenho, o potencial natural deste aluno manifestar-se-\u00e1 sem que este necessite de um grande apoio. Introduziu a abordagem do \u00abjogo interior\u00bb entre o \u00abeu mental\u00bb que d\u00e1 ordens, que julga e limita e o \u00abeu inato\u00bb que executa.<\/p>\n<p>Outros falar\u00e3o de C\u00e9rebro Direito e de C\u00e9rebro Esquerdo. DUCASSE Fran\u00e7ois, no seu livro \u00abCampe\u00e3o na cabe\u00e7a\u00bb falar\u00e1 do \u00abMestre\u00bb e de \u00abo Artista\u00bb. Estas duas personagens estando intimamente ligadas ao corpo. <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>1 &#8211; http:\/\/www.larousse.fr\/dictionnaires\/francais\/peur\/60046 (consult\u00e9 le 21\/12\/2012)<br \/>\n2 &#8211; http:\/\/www.psychologies.com\/Dico-Psycho\/Peur (consult\u00e9 le 21\/12\/2013)<br \/>\n3 &#8211; RICQUIER M., (2008), Vaincre le trac gr\u00e2ce \u00e0 une meilleure connaissance du fonctionnement mental, p. 5, Guy Tredaniel<br \/>\n4 &#8211; CARNEGIE D. (1962), Comment parler en public ( p.13 ), Nouvelle \u00e9dition Dorothy Carnegie, Hachette, 1990<br \/>\n5 &#8211; CARNEGIE D. (1962), Comment parler en public (p.32) Nouvelle \u00e9dition Dorothy Carnegie, Hachette, 1990<br \/>\n6 -LEDOUX J., (1998) The emotional brain, Weidenfeld &amp; Nicolson, Robert Laffont,<br \/>\n7 &#8211; Source photo : http:\/\/memoiretraumatique.org\/psychotraumatismes\/origine-et-mecanismes.html (consult\u00e9 le 28\/04\/2013).<br \/>\n8 &#8211; FRANKL V., (2005 ) D\u00e9couvrir un sens \u00e0 sa vie: avec la logoth\u00e9rapie, Editions de l&#8217;Homme<br \/>\n9 &#8211; RICQUIER M., (2008), Vaincre le Trac gr\u00e2ce \u00e0 une meilleure connaissance du fonctionnement mental, Guy Tredaniel<br \/>\n10 &#8211; GSR = Galvanic Skin Response &#8211; R\u00e9ponse galvanique de la peau<br \/>\n11 &#8211; GOHIN M. psychologue \u00e0 Lyon, http:\/\/www.blog-psychologue.fr\/article-la-peur (consult\u00e9 le 21\/12\/2012)<br \/>\n12 &#8211; GOHIN M. psychologue \u00e0 Lyon, http:\/\/www.blog-psychologue.fr\/article-la-peur (consult\u00e9 le 21\/12\/2012)<br \/>\n12 &#8211; http:\/\/www.pressenza.com\/fr\/2013\/02\/relation-entre-la-sante-et-le-mental\/. Consult\u00e9 le 15\/03\/2013<br \/>\n14 &#8211; \u00abregistrer\u00bb est l\u2019action consciente d\u2019enregistrer<br \/>\n15 &#8211; \u00abEnk\u00e9phaline\u00bb vient du grec enkephalos<br \/>\n16 &#8211; THE WATCHTOWER (2001) Ecole du minist\u00e8re, Watch Tower<br \/>\n17 &#8211; JACCARD D. , coach de vie et formateur, site, http:\/\/www.denisjaccard.ch\/pdf\/les_peurs.pdf (Consult\u00e9 le 18\/03\/2013)<br \/>\n18 &#8211; DEFFRENNES S., coach consultante, site, http:\/\/www.acson-coach.com\/art_innergame.html(Consult\u00e9 le 18\/03\/2013)<br \/>\n19 &#8211; GALLWEY T. (2011), The Inner game of Work; Edition Random House Trade paperback<br \/>\n20 &#8211; WHITMORE J., (2008), Le guide du coaching &#8211; 4\u00b0 \u00e9dition revue et augment\u00e9e, Maxima, Laurent de Mesnil<br \/>\n21 &#8211; Inner game = La soci\u00e9t\u00e9 de GALLWEY T. fond\u00e9e aux U.S, en fran\u00e7ais = le jeu interne<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e9finition de la peur et du trac. La peur est d\u00e9finie &#8221; comme un sentiment d&#8217;angoisse \u00e9prouv\u00e9 en pr\u00e9sence ou \u00e0 la pens\u00e9e d&#8217;un danger r\u00e9el ou suppos\u00e9. 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